
A Mineração Serra Grande (MSG), considerada a maior mina de ouro em atividade no estado de Goiás, foi vendida para a multinacional canadense Aura Minerals por US$ 76 milhões, valor sujeito a ajustes com base no capital de giro no momento do fechamento do negócio. O anúncio da venda foi feito no último dia 2 de junho pela AngloGold Ashanti, empresa sul-africana que detinha a totalidade da operação.
Segundo a Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás, a MSG é a principal mina aurífera em operação no estado, localizada no município de Crixás, na região norte goiana. A transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), e deve ser concluída no terceiro trimestre deste ano.
A estrutura da MSG inclui três minas subterrâneas — Mina III, Mina Nova e Palmeiras —, uma mina a céu aberto (Open Pit Corpo V) e uma planta metalúrgica com capacidade de processar até 1,5 milhão de toneladas de minério por ano. A operação começou em 1986 com a exploração da Mina III, e a planta metalúrgica foi inaugurada em 1989.
O histórico da mina remonta a 1973, com os primeiros levantamentos geológicos e perfurações de diamante. Em 2006, a unidade atingiu o pico de produção anual com 193 mil onças de ouro. À época, a AngloGold Ashanti detinha 50% da mina, adquirindo a outra metade em 2012, que pertencia ao grupo Kinross.
A unidade utiliza a onça-troy como unidade de medida para o ouro, equivalente a 31,104 gramas. Em 2024, segundo a própria AngloGold, a MSG produziu aproximadamente 80 mil onças de ouro e possui uma reserva estimada de 370 mil onças.
Termos da venda
Como parte do acordo, a Aura Minerals pagará 3% sobre os retornos líquidos de fundição (NSR) relativos aos recursos minerais atuais da MSG, incluindo as reservas conhecidas. A AngloGold informou ainda que continuará responsável pela descaracterização da barragem de Serra Grande até a finalização das obras, prevista para os próximos meses.
A nova controladora esclareceu, em nota, que a operação exclui determinadas subsidiárias da MSG que não estão relacionadas diretamente às atividades de mineração ou às reservas minerais. Essas empresas serão separadas antes da conclusão formal da venda.
