
Depois de dias em meio ao caos, a vice-prefeita de Goiânia, coronel Cláudia Lira, e outros integrantes da comitiva goiana deixam Israel nesta segunda-feira (16) em uma verdadeira operação de guerra. O grupo, que já chegou ao local, foi escoltado pelas Forças de Defesa israelenses até a fronteira com a Jordânia, onde representantes da embaixada brasileira já aguardam para receber os brasileiros.
A missão de resgate foi costurada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel. Segundo ele, 13 autoridades fazem parte do primeiro grupo a deixar o território israelense — uma evacuação que ganhou urgência após o aumento da tensão entre Israel e Irã, com direito a sirenes e mísseis nos céus.
No domingo (15), Cláudia Lira compartilhou nas redes sociais um relato tenso: ela precisou correr para um bunker em Tel Aviv por causa de novos ataques. “Seguimos fortes, confiando em Deus e nas tropas de defesa”, escreveu. Além dela, o secretário estadual de saúde, Rasível Santos, e o secretário estadual de agricultura, pecuária e abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, também estão em Israel.
O cenário segue instável, com alertas constantes e operações de resgate em andamento. A ministra Gleisi Hoffmann informou que a Jordânia ofereceu suporte de segurança para garantir a travessia segura dos brasileiros pela fronteira. A falta de um embaixador brasileiro em Israel, porém, tem dificultado as tratativas oficiais, segundo o senador.
Ao todo, mais de 40 autoridades do Brasil — entre prefeitos, vice-prefeitos, secretários e assessores — ainda estão em Israel. Por enquanto, não há previsão de envio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), mas o Senado diz estar de olho em cada passo da operação.
