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Crise no Planalto: União Brasil e PP deixam governo Lula para fortalecer a anistia de Bolsonaro

O movimento aumenta a instabilidade política e dificulta a tramitação de projetos do Executivo

Publicada em 03/09/25 as 16:14h por RÁDIO MUNDO LIVRE 87.9 - 126 visualizações

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A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e PP, decidiu nesta terça-feira (2) que todos os filiados devem deixar o governo Lula (PT), segundo relatos de cinco lideranças das siglas. A medida atinge diretamente os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), deputados federais licenciados, que terão um prazo para deixar os cargos até o fim do mês.

Além do desembarque, a federação anunciou que irá apoiar um projeto de anistia a Jair Bolsonaro (PL). O anúncio oficial aconteceu na tarde desta terça, dia em que começa o julgamento do ex-presidente.

Apesar da decisão, algumas indicações devem permanecer na Esplanada. O União Brasil mantém Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), ambos ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, considerado aliado do Planalto. O PP continuará no comando da Caixa Econômica Federal, com Carlos Vieira, indicado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.

O movimento ocorre uma semana depois do presidente Lula cobrar fidelidade dos ministros do centrão em reunião ministerial, sugerindo que eles deixassem o governo caso não se sentissem confortáveis em defender a gestão petista.

Nos últimos dias, Fufuca e Sabino tentaram negociar internamente para evitar a saída, pois ambos têm planos de concorrer ao Senado em 2026 e esperavam contar com o apoio de Lula. Ainda assim, o clima nos partidos pesou, e o vice-presidente do União Brasil, ACM Neto (BA), pautou a saída em reunião da executiva nacional nesta quarta-feira (3).

Apesar do desembarque iminente, os dois partidos continuam fortalecendo a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência no próximo ano. A saída da federação pode reduzir a base oficial do governo no Congresso para apenas 259 deputados — apenas dois acima da metade da Câmara — aumentando a instabilidade política e dificultando a tramitação de projetos do Executivo.

 FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação



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