
Entre os dias 5 e 15 de agosto, a Polícia Científica de Goiás participa de uma força-tarefa nacional que pode devolver a esperança a muitas famílias: a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
A ação acontece simultaneamente nos 26 estados e no Distrito Federal e tem como objetivo fortalecer a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, criando mais chances de encontrar pessoas desaparecidas há meses ou até anos.
Em Goiás, são 22 postos de coleta espalhados pelo Estado, todos ligados à Polícia Científica. Para participar, os familiares precisam apresentar um boletim de ocorrência, um documento oficial com foto e, se possível, algum item pessoal da pessoa desaparecida, como escova de dente, barbeador, dente de leite ou cordão umbilical.
A coleta é simples e rápida: basta um swab bucal, aquela haste flexível usada para recolher células da parte interna da boca. O procedimento é indolor e pode ser feito por qualquer parente da pessoa desaparecida.
E o que acontece com o material coletado? O DNA é analisado e inserido em um banco nacional de perfis genéticos. A partir daí, são feitos cruzamentos com informações de pessoas localizadas vivas ou falecidas, mas ainda sem identificação. Se houver compatibilidade, a família é imediatamente comunicada. Se não, o perfil permanece ativo e será verificado em todas as atualizações do sistema.
As coletas são feitas nas unidades do Instituto de Criminalística e núcleos da Polícia Técnico-Científica da sua cidade, das 8h às 18h. Para agendamento e informações: (62) 98140-4071 ou ibdf@policiacientifica.go.gov.br.
Essa campanha representa mais do que um esforço técnico — é um gesto de solidariedade, um compromisso com o direito de cada família de ter respostas. Para muitos, o DNA pode ser a chave que falta para encerrar um ciclo de dor e incerteza.
